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“Quero representar a cidade reconciliada consigo mesma e com a nação”, diz Haddad

outubro 3, 2012

Importantes intelectuais e artistas brasileiros receberam Fernando Haddad nesta terça-feira, para mostrar seu apoio ao candidato do PT na reta final do primeiro turno. O encontro aconteceu no Novotel Jaguará, centro da cidade.

O jurista Dalmo Dallari falou de Haddad com base na formação acadêmica do candidato, iniciada no Largo São Francisco. “Quem acredita no direito luta por ele. E foi isso que vimos no desempenho notável de Haddad no Ministério da Educação. Ele usou o direito no melhor sentido, no sentido do instrumento da justiça. Sem fazer concessões, mas com sensibilidade. Estou com Haddad pois quero uma sociedade justa, em que todos tenham acesso a seus direitos.”

Pablo Capilé, ativista cultural, disse que São Paulo será livre com Haddad. E que a cidade ganhará um novo cenário na cultura. “Ele vai dar a São Paulo a verdadeira Virada Cultural.” Já o blogueiro Altamiro Borges afirmou que é hora da mobilização na internet e fora dela pelo candidato do PT. “Temos de juntar ruas e redes para levar Haddad à prefeitura.”

Anita Freire, viúva de Paulo Freire, exaltou as qualidades do candidato. “Você representa a ética, a coragem, o espírito de luta.” E criticou a prefeitura atual na gestão da educação. “Tanto no governo Serra quanto no Kassab, não há na bibliografia do ensino público um só livro de Paulo Freire. E Haddad humanizou o acesso à palavra, como diria Freire.”

Fernando Morais, escritor e jornalista, apontou para os adversários. “Recebi a ligação de uma pessoa fazendo o tracking e me perguntando: ‘Por que você não vai votar no Russomanno?’. Porque não conheço. E não voto no Serra porque eu conheço.” Sobre o candidato tucano, emendou: “Como escrevo biografias, jamais queimaria a minha votando em Serra/Kassab.”

Representando os músicos, José Miguel Wisnik anunciou que falaria de “maneira musical”. E cantou um trecho da canção “Presente”, de Zélia Duncan. “Eu quero simplesmente / Te dar um presente / A rosa dos tempos desabrocha, desabrocha / Desabrocha novamente.”

Para a socióloga Maria Victoria Benevides, apenas Fernando Haddad assegura a aplicação dos direitos humanos na cidade, porque o programa do candidato se ancora em ações concretas de respeito à vida e à dignidade. “Direitos que não são para todos não são direitos. São privilégios.”

Marta Suplicy, ministra da Cultura e ex-prefeita de São Paulo, destacou o poder do público presente na decisão das eleições. “Vocês têm outro tipo de influência, outro tipo de persuasão, outro tipo de poder.  E esse poder tem cinco dias para ir às urnas.”

Economista e professor, Paul Singer destacou a atuação do governo federal no combate à miséria. “É uma das melhores coisas já feitas no Brasil. E Haddad fez parte disso.” Por isso, para Singer, Haddad é o candidato que conseguirá implantar o combate à pobreza com força em São Paulo.

A arquiteta e urbanista Ermínia Maricato fez um discurso contundente, dizendo que “está acontecendo uma tragédia na cidade”. “Especulação imobiliária, queimadas… É urgente fazer algo. Cada metro quadrado é disputado e os pobres são expulsos. Nós temos conhecimento em urbanismo, nós temos condições de mudar a cidade.”

Maria Rita Kehl, psicanalista, disse que Haddad vai fazer com que São Paulo se torne um bem público. E alertou para a necessidade de trazer para perto os que estão desiludidos. “Temos de encorajar essas pessoas a apostar, a apostar no homem que vai fazer dessa cidade um bem público.”

Nádia Campeão, candidata a vice, agradeceu o apoio dos convidados e ressaltou a consistência do plano de governo de Haddad. “Ele uniu o desejo de lutar por um Brasil digno com o desenvolvimento de um programa de governo concreto.”

Haddad finalizou o evento analisando a trajetória da cidade nos últimos anos. “O que dói em São Paulo é ver que ela deixou de ser vitrine de políticas públicas importantes, depois de já ter sido referência internacional. Após oito anos em que o Brasil brilhou, a cidade se apagou.” Ainda sobre a má administração atual, Haddad disse que uma das marcas da gestão Kassab foi “aprofundar o divórcio com o Brasil”. “Como se a pessoa que estivesse morando em São Paulo não pudesse desfrutar dos avanços do Brasil.”

O candidato também destacou a atuação decisiva da militância para que o cenário mude. “Nesse momento em que o líder nas pesquisas cai e há um empate entre nós e o candidato do PSDB, a militância vai fazer toda a diferença até domingo.” Por fim, Haddad resumiu o que quer representar na prefeitura. “Quero representar a cidade como mola do desenvolvimento nacional, a cidade como um lugar de encontro e a cidade reconciliada consigo mesma e com a nação.”

para ver mais: Pense Novo TV

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